Portugal tem a quarta maior percentagem de idosos na União Europeia

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A larga maioria dos pensionistas de velhice da Segurança Social tem reformas inferiores ao salário mínimo nacional, numa altura em que o número de pessoas com 65 ou mais anos já supera os dois milhões. Esta quarta-feira, 1 de Outubro, celebra-se o Dia Internacional do Idoso.

Portugal tem a quarta maior percentagem de idosos na União Europeia

Portugal é um dos países da União Europeia com maior percentagem de idosos. Em 2012, segundo os dados da Pordata, era o quarto país da UE nesse ranking, com 18%. À sua frente estavam apenas Itália, Alemanha e Grécia. No fundo da tabela, a Irlanda, com 12,1%.

 

De acordo com os mesmos dados, mas relativos a 2011, Portugal era o sétimo país da UE com maior percentagem de pessoas idosas a viverem sozinhas abaixo do limiar da pobreza. Com efeito, a taxa de risco de pobreza após transferências sociais, nos agregados domésticos de indivíduos com 65 anos, ou mais, era de 30,1% no nosso país. Os Países Baixos e o Luxemburgo apresentavam as taxas mais baixas, com 6,2% e 6,3%, respectivamente.

 

Por outro lado, no ano passado, 77,9% dos pensionistas de velhice da Segurança Social recebiam reformas inferiores ao salário mínimo nacional (SMN). Os pensionistas de invalidez com pensões abaixo do SMN ascendiam a 84,6%. Em termos agregados (velhice e invalidez), a taxa era de 78,6%.

 

Nesse mesmo ano, 2013, os pensionistas de velhice da Segurança Social reformaram-se, em média, com 63 anos. Na Caixa Geral de Aposentações, a idade média de reforma foi de 61 anos.

 

Ainda em 2013, registaram-se 155.581 reformas antecipadas entre os beneficiários da Segurança Social. Tratou-se do terceiro ano com o número mais elevado da última década.

 

Outro dado avançado pela Pordata é que apesar de a esperança média de vida estar a aumentar em Portugal, apenas cerca de metade das pessoas com idades entre os 55 e os 64 anos é que estão empregadas: 46,9% – uma percentagem muito inferior à registada nas idades mais jovens. Entre os 25 e os 44 anos, por exemplo, a percentagem é de 75,1%. E entre os 45 e os 54 anos, é de 73,2%.

 

Mais esperança de vida para as mulheres e menos crianças por cada idoso

Actualmente, em Portugal, os avós têm netos, por via das filhas, seis anos mais tarde do que há 30 anos. Com efeito, a idade média da mãe ao nascimento do primeiro filho era de 23,5 anos em 1983, quando em 2013 era de 29,7 anos.

 

Também em 2013, por cada criança com menos de 10 anos existiam 2,1 idosos. Uma relação bastante diferente da que se observava em 1971, quando havia duas crianças com menos de 10 anos por cada pessoa com 65 ou mais anos.

 

No que diz respeito à esperança de vida aos 65 anos, esta é mais elevada para as mulheres, segundo os números da Pordata relativos a 2012. Nesse ano, em Portugal, as mulheres podiam esperar viver mais 20,4 anos e os homens mais 17,1 anos.

 

Mais de dois milhões já se contam entre os idosos

Em 2012, o número de pessoas com 65 ou mais anos era de 2.020.126, quando no início dos anos 60 era de 698.995.

 

Já relativamente a 2013, a Pordata apurou que cerca de 20% da população residente no país tinha 65 anos ou mais. Apenas no município açoriano da Ribeira Grande é que a percentagem de idosos era inferior a 10%. Por outro lado, em cinco municípios – Alcoutim, Idanha-a-Nova, Penamacor, Pampilhosa da Serra e Vila Velha de Ródão – era já mais do dobro da média nacional (superior a 40%).

 

No que respeita à escolaridade, em Portugal uma em cada dez pessoas com 15 e mais anos não tem qualquer nível de escolaridade (9,5%), sendo que a esmagadora maioria destes são idosos. De facto, entre os indivíduos com 65 anos ou mais, cerca de um em cada três não completou qualquer nível de escolaridade (31,4%).

 

Em matéria de computadores, uma em cada cinco pessoas (20%) com 65-74 anos utilizou um computador nos últimos três meses no nosso país, quando a média na UE é de 39%. No entanto, apesar de ser ainda baixa a utilização do computador por este grupo etário, Portugal foi um dos membros da União Europeia onde esta percentagem mais aumentou entre 2007 e 2013, refere a Pordata.

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